Ração: a melhor opção?

22/11/2011 at 19:27 4 comentários

                    Este post foi escrito há mais de 2 anos e ainda permanece tualizado, pois trata-se de um assunto comum a todos os proprietários de animais: a alimentação dos mesmos. Muitas empresas sacaram que precisavam mudar, pois certamente suas metas e ganhos iriam declinar. Se é que já não diminuíram. Perceberam que é possível tratar o animal de forma correta, aliando a isso uma nutrição de qualidade e um preço competitivo.

                    Um exemplo disso é uma ração européia que desembarcou aqui neste ano. Além de aliar proteínas de origens diversas com frutas e outros ingredientes inovadores, não possue cereais em sua fórmula. O que é excelente para cães e gatos, pois os mesmos estão muito longe de se parecerem com ruminantes.

                    Fiz alguns retoques no texto de forma a atualizá-lo. Espero que gostem. Boa Leitura.

 

                     Olá queridos leitores, hoje nosso blog abordará mais uma vez um tema polêmico: a alimentação de nossos amigos cães e gatos. Com o quê devemos alimenta-los: ração ou comida caseira? Ou os dois? Questões levantadas desde o surgimento das rações comerciais.

                     Você se lembra daquele cachorro dos seus avós que se alimentava de sobras de comida? Pois é, vamos memorizar com qual idade ele morreu e quantas vezes ficou doente ao longo de sua vida. A maioria das respostas devem ser similares: morreram perto de 15, 16 anos e muitos não devem se lembrar de ter visto o cão doente.

                    Em contra-partida, mês passado vimos que a terceira maior causa de morte em cães na cidade de São Paulo são neoplasias/ tumores. Aliado a isto, soma-se o fato de que na rotina de uma Clínica Veterinária, 65% (ou até mais) dos casos clínicos apresentados remetem a distúrbios dermatológicos (incluindo tumores). Há ainda casos de cães que possuem mais de uma doença dermatológica, ou seja, é muito problema de pele pra pouco cachorro. Na contramão do que pensa a maioria das pessoas, cães e gatos já não possuem tanta longevidade como no passado. Então, é chegada a hora em que proprietários e, sobretudo, profissionais, devem se questionar: Porquê nossos cães tem tantos problemas de pele?

                    Diversos são os casos de proprietários que entopem seus cães de medicamentos e rações, ditas hipoalergênicas, com o aval de Veterinários, cujo diagnóstico invariavelmente é alergia ou hiperssensibilidade alimentar. Ou seja: todo aquele quadro de coceira insuportável, lesões eritematosas e mau cheiro graças a um mísero pedacinho de carne? E dá-lhe corticóides, antibióticos, banhos terapêuticos…

                     Não será mais prudente pensar que a química contida dentro de um pacote de ração possa causar coceira no seu cão ao invés da carne que você e sua família ingerem diariamente? Apesar dos fabricantes de rações venderem uma imagem de saúde, ilustrarem as embalagens com lindas imagens de ingredientes frescos e colocarem os dizeres “sem conservantes”, será que realmente sabemos o que tem dentro desses pacotes?

                    Se subprodutos muitas vezes impróprios para consumo humano serão moídos, processados repetidamente a altas temperaturas, submetidos à pressão e a processos químicos, como então podemos acreditar que um cão apresenta coceira porque a ração que ele come é à base de frango ou de boi? A culpa é da carne? Como assim?

                     Não se pretende aqui nestas poucas linhas, contradizer anos de estudo e investimentos de indústrias e profissionais , mas sim levantar a hipótese de algo palpável. É claro que existem cães com alergias alimentares, só ainda não está bem definido em que nível e qual o grau em que conservantes e aditivos alimentares, química enfim, podem potencializar e piorar esta alergia.

                    Alguns termos empregados nos pacotes de rações são muito amplos e dão margem para qualquer ingrediente, mesmo que de qualidade ruim. O consumidor não deve confiar plenamente nos rótulos e desconfiar de termos como “farinha de carne e ossos; sub-produtos de carne” que muitas vezes nada mais são que uma mistura de penas de galinhas, cartilagem, couro e pêlo de eqüinos e bovinos. Baixo custo e lucro alto.

                    Já existem diversos estudos nesta área de profissionais que defendem de forma ferrenha o uso de alimentação in natura (crua) para os animais. Estes mesmos estudos associam rações com o surgimento de diversas moléstias como: torção gástrica,  dermatopatias (em alguns casos os sinais da doença são diretamente resultantes da dieta), alterações hormonais, tumores, coprofagia ( hábito de comer fezes), hepatopatias, doença do trato urinário de felinos, doença periodontal (tártaro), infertilidade e até problemas comportamentais.

                    Em nossa rotina clínica tentamos adequar nosso paciente a uma alimentação equilibrada, mais próxima possível do natural e sem rações comerciais, aliada a medicamentos que se fizerem necessários, sendo o uso de corticóide em segundo plano, podendo, assim, extrair o máximo de informações sobre seu caso.

                    Procure, informe-se pela internet, questione o Veterinário de seus cães e posicione-se. Sua opinião é importante para a evolução deste tema.

Dr. Adalberto von Ancken

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Governo quer menos testes de produtos com animais FELIZ 2012!!!!!

4 Comentários Add your own

  • 1. Anna D'Castro  |  19/12/2011 às 18:59

    Olá Dr. Adalberto!
    li este seu artigo e me identifiquei com o tema abordado. Sempre tive muitos cães e gatos que encontrava abandonados, atropelados ou maltratados e carregava para casa para cuidar, tratar e depois arranjar um dono… alguns que não conseguiam ser adotados foram ficando comigo e, como não tinha possibilidades de os alimentar só com ração, eu trazia das cantinas do meu trabalho – a Messe de Sargentos ou a de Oficiais – (trabalhei 25 anos na Marinha de Guerra) baldões de 25/30Kg com os restos dos almoços, que congelava e alternava na alimentação dos meus bichinhos com ração p/cães ou gatos.

    Tive vários cachorros que duraram entre 14 e 16 anos.

    Tive uma gata Persa que morreu o ano passado em 2010, com 16 anos…
    Tenho atualmente um gato ‘Europeu Comum’ com 18 anos, que come alimentação variada: – ração, comida húmida das latinhas, sachês da Wiskas e algumas sobras de carne ou peixe da nossa alimentação… tem sido um gato muito saudável, mas agora já está ficando com dificuldade em se deitar, pq a coluna já o deve afligir… Tenho que o levar à veterinária, mas os meus horários não estão compatíveis com os sa veterinária…

    No entanto tenho mais 2 gatos, uma gata com 4 anos, que também faz uma alimentação variada e é saudável e… tenho um gatinho ‘problema’ que fez 1 ano em Setembro, está comigo desde 1 mês de idade – desde outubro de 2910 – quando o abandonaram à minha porta numa noite de tempestade.

    Tem sido alimentado com latinhas, sachês e frango, fígado ou peixe da nossa alimentação, mas não é fã de ração, mesmo que esteja com fome e se só houver ração ele não come facilmente.

    Acontece que há 1 mês, quando eu ia castrá-lo, ele começou a emagrecer e a deixar de comer a quantidade que comia habitualmente… consegui faltar uma manhã ao trabalho para levá-lo à veterinária, fazer um hemograma do sangue e como resultado deu anemia (!?!?!?) perguntei qual seria a origem e me disseram que poderia ser: “Febre de Carrapato”, “Febre de Piolho”, ou “Febre da Carraça”???
    - Disse que não podia ser, pois os meus bichinhos estão dentro do apartamento, não saem para a rua, tomam banho regularmente e na minha casa não tem pulga, nem carraça e muito menos piolhos…
    Sou eu e eles e uma faxineira que vai em casa uma vez por semana. Eu sou escritora e trabalho como assessora duma pequena produtora!

    O meu gatinho tomou de 12/12h. durante 15 dias um antibiótico – DOXY – Suspensão, mais ‘Glicopan’ 2x ao dia e, após o antibiótico, começou a tomar ‘Hemolitan’, 3 gotas 1 vez ao dia… mas continua sem vontade de comer, só come eu lhe dando na boca, os pedacinhos da carne, dos sachês do patê das latinhas e também pedacinhos de figado… Eu cozinho os pedacinhos e depois frito ligeiramente no alho e na manteiga, ele adora o cheiro, mas quando ponho a comida na frente… cheira e vai embora…

    Já lhe dei Pedialite, e não sei mais o que fazer… A veterinária (que faz consulta na Rocinha), diz-me pelo telefone para continuar como estou fazendo, mas eu não acho isso normal… há um mês que esta situação se mantêm, de momento não posso ir consultar outro Veterinário, moro no Bairro do Itanhangá e os veterinários por ali e pela Barra, são muito caros e de momento não tenho condições de pagar os preços que eles praticam…

    Dr. tem como o senhor me aconselhar para o que deverei fazer?
    Desculpe mas estou muito aflita sem saber o que fazer de imediato e não estou gostando do descaso como a veterinária tem tratado do assunto.

    Fiz um Blog no blogspot, para os meus bichanos ‘O CANTINHO DOS BICHANOS’ o endereço é: ocantinhodosbichanos.blogspot.com
    se o Dr. quiser lá entrar, tem fotos dos meus bichinhos, incluindo do ‘Becas’ – o meu gatinho problema, como ele era um belo gato e agora está tão magro, pois eu não consigo que ele aceite a comida na boca só umas 3 vezes por dia.

    Obrigada pela sua atenção Dr.
    Espero anciosamente a sua resposta.

    Um abraço

    Anna D’Castro

    e-mail: annadcastro@gmail.com
    blog: ocantinhodosbichanos.blogspot.com

  • 2. michelle  |  04/01/2012 às 13:31

    Olá gostaria de algumas informações se puder me ajudar…estou pensando em fazer veterinária mais não sei o que acontece no curso,nas aulas e etc… gostaria de saber como funciona a faculdade com os animais e procedimentos,já ouvi falar q pegam animais das ruas de cobaia e depois abandona-se eles nas ruas de novo isso é verdade??quais tipos de procedimentos são feitos nas aulas?!adoroooo animais e com alguns comentarios fico meio assim de fazer veterinaria pois nao sei se é verdade ou nao…se puder me ajudar agradeço!!!grata michelle…

  • 3. acbvonancken  |  05/01/2012 às 12:11

    Olá Michelle, bom dia.
    Uma coisa te adianto: é preciso ter estômago para o aprendizado da faculdade de medicina veterinária. As aulas práticas de patologia, anatomia, cirugias….sempre tínhamos animais, doentes e/ou em vias de óbito, retirados do centro de zoonoses ou que eram abandonados por proprietários no hospital veterinário. Mas tratavam-se sempre de animais condenados.
    Hoje muita coisa mudou, já que exixtem leis que proíbem a vivisecção. Ms o ideal seria vc escolher a instituição que lhe agrada e ir conhecer pessoalmente. Conversar com os envolvidos no curso.
    Abs e boa sorte.

  • 4. Caroline Egoburo.  |  31/01/2012 às 14:07

    Olá Dr. Adalberto!

    Como uma adoradora compulsiva por animais, me identifiquei muito com o seu texto.Tenho um shitzu de 5 anos chamado sushi e estou desesperada.Desde pequeno ele sobre de dermatite crônica e não sei mais o que faço.Já troquei a ração, já mudei de veterinário por várias vezes, já tentei homeopatia, troquei o shampo e nada resolveu.Resumindo, todos querem dar corticóide pra ele, e eu simplesmente não quero mais dar esse medicamento pois sei que isso pode ocasionar problemas renais e outras doenças.Ele nunca comeu comida como sua alimentação principal, e agora estou disposta a mudar radicalmente a sua alimentação.Nesse caso, que tipo de comida posso dar a ele?Ele pode comer frutas e verduras também?Esses dias deixei cair um pedaço de brócolis e ele devorou.Por favor Dr. me ajude.

    Obrigada,

    Att, Carol.

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